terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sonho de consumo.

Eu estava ali parada, luzes, multidões, pessoa bebadas, pessoas falando, típico de uma festa a beira da piscina.Eu estava bem até, observando em minha volta, quando meus olhos pararam, foi sem querer, eu juro. Ali estava ele, o homem dos meus sonhos, aliás, que mulher não quer um loiro, 1,80m e olhos azuis? Me desculpe a futilidade, mas eu quero!
Fiquei olhando, não conseguia disfarçar, era mais forte que eu, não sabia se fazia cara de boba, ou sorria, meu olhos pedrificaram.Ele percebeu, correspondendo meus olhares, foi quando uma amiga notou, e perguntou o motivo da minha cara de criança babando por doce.
Ela seguiu meu olhar e chegou até ele também, sussurrou em meu ouvido " ele é lindo amiga " Dei uma risada sem graça, ele era lindo, mas e eu? Meu cabelo está bom? minha maquiagem está borrada? Estou bem?
Fiquei ali olhando alguns minutos e ele correspondendo.
Foi quando minha amiga disse "quer que eu 'ajeite' pra você?" Não sou muito fã de terceiros se intrometendo nesse tipo de situação, eu tenho atitude e capacidade o suficiente para chegar em um homem, mas se ele pensar que sou atirada e quiser me levar pra cama logo na primeira palavra?
Pensei bem e desisti, decidi virar as costas e comprar uma cerveja, quando voltei minha amiga disse " enquanto foi comprar cerveja, fui conversar com ele, eu disse apenas oi e ele ja perguntou se eu poderia te apresentar a ele " Fiquei pasma, não sabia se matava ela ou se agradecia, olhei para tras, e ele estava olhando, virei rapidamente e rezei pela primeira vez, pedindo forças para não gagejar.
Tentei disfarçar quando ouvi " ele está vindo amiga, bem atras de você" Virei e ali estava ele de mão estendida e sorriso estampado. Eu tremia, era o mesmo do sonho, como pode?
Podia, e estava em minha frente, belisquei meu braço discretamente e perguntei o seu nome.
Papo vai, besteira vem, em um piscar de olhos ele se aproximou lentamente, fexei bem os olhos e pensei " seja o que Deus quiser " Mas espera aí, alguma coisa estava errada, eu não sou assim, eu não me apaixono a primeira vista, tudo isso era besteira. Deixa pra lá, e vamos ver o que acontece.
Terminando o beijo olhei em volta, parecia que todos olhavam pra mim, me senti estranha e ao mesmo tempo empolgada.
E ali estavamos, abraçados, como um casalzinho, ninguém que acaba de se conhecer fica na multidão, geralmente é escondido, bom, no meu tempo era.
Me sentia a princesinha no castelo encantado com seu sapo ... Telefone toca, era minha mãe dizendo que era tarde e que estava indo me buscar, olhei para ele, gravei seu rosto para prosseguir com o sonho e daí acordei com minha mãe gritando para ir trabalhar.
Só sou feliz enquanto durmo!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Arrependimento.

Você pode fazer coisas em um instante na qual se arrependerá pro resto de sua vida, é, se todos levassem essa frase consigo não haveria tantos erros em nossas vida, mas por que erramos? Porque não pensamos? se pensar, 1 segundo é muito, uma palavra, um gesto, um ato, coisas na qual julgam insignificantes fazem muuuuita diferença.
Não sei porque estou pensando nisso a essa hora da madrugada, acho que é porque estou a bera da loucura com um arrependimento: A tatuagem.
Poxa, mas trabalhar em um estudio de tatuagem dever ser MARA não é? É, contanto que vc tenha cabeça e não se deixe levar por maravilhas de desenhos.
A tatuagem hoje pra mim se tornou uma coisa tão.... tão fútil, tão "povão" antes ter uma significava atitude, personalidade. Hoje? até minha mãe tem.
Percebi isso, após trabalhar em um estúdio de tatuagem, pessoas sem noção querendo fazer borboletinhas estrelinhas e fadinhas, eu particularmente tenho estrelas, aliás, tenho 6 estrelas, e claro que me julgo anteriormente uma fultilzinha. Tudo aquilo era lindo, perfeeeito, fodáastico, mas peraí, eu tinha me esquecido da parte maaaais importante, eu levaria aquilo pra SEMPRE comigo.Sim, eu fui capaz de me esquecer disso e me deixar levar pelo momento.
Com 13 anos fiz minha primeira tatuagem, com um cara, e uma maquina caseira, fiz 2 estrelinhas tortéérrima na barriga, sabe, tipo cadeia? então...
Com 15 fiz outra por cima, 3 estrelas, uma grande média e pequena, e mais uma estrela nas costas. A das costas ele deu de brinde, haha.
Pois então, até ai eu estava feliz, depois de um tempo meio enjuada já mas feliz.
Com 17 anos começei a trabalhar no estudio de tattoos, que legal né? me sentia a taal gente.
Sempre achei muito bonito estrelas nos ombros, é, eu achava exótico, estiloso, então, lá vai eu fazer 2 estrelonas nos ombros, bom, até ai eu era a unica da cidade ciente que tinha elas, tava legal, todos olhavam admirados, me senti bem, depois de algum tempo, pirei com laços e caveirinhas, tinha um amigo meu que desenhava muuito, e pedi pra ele fazer um desenho de um laço e no meio uma caveirinha, ele desenhou, achei linda, mostrei para meu namorado e ele achou diferente, decidi tatua-las em minhas batatas, nas 2 batatas, nas 2 pernas, e grandes.
Na hora que eu estava fazendo, sentindo a puta dor, pensei em parar, pedi para ele parar, mas ele não parou, continuamos, amigos em volta, todos com cara de dor, minha mãe não tinha gostado da idéia de jeito nenhum, ficou decpcionada, afinal nem avisei pra ela que iria fazer, mas ja tinha mostrado o desenho, e ela jogou praga, disse que eram feias e blá blá.
Pooois é, praga de mãe SEMPRE pega né.
Fiquei deitada 4 horas, fazendo aquilo, uma coisa que achei bonitinha, uma coisa sem pensar,
Terminando a sessão me levantei, olhei no espelho, poxa, eram fofinhas.
Usava shorts, sainha, capri, tudo para mostra-lá, todos olhavam, mas não falavam nada.
Até que alguns amigos começaram a opinar " ah kitty eu não gostei" "mas não tá muito grande?" "porque vc fez isso?" aaaaaaa meu saco, veio a depressão, caiu a velha ficha, pooorque fiz isso? Nem eu sabia o pq, não sabia o que falar.
Começei a abandonar as sainhas, e me arrependi, mas não me arrependi apena dos laços e sim de todas.
Bateu o desespero, o que fazer? lixar até a morte? passar a faca? se fosse facil meu amigo, ja teria feito.
E por ai vai, críticas e mais críticas, não que eu deixe me abalar por isso, mas o arrependimento veio antes das palavras, me sentia podre e excluida.
Chegoou o verão, tudo de bom, roupinhas curtas e decotadas, mulheres bronzeadas, e eu de calça jeans e baby look.A vergonha me domina, ja tentei e não consigo, malemá uso blusas curtas, shorts? nem pensar.
Deus inventou o laser, e hoje estou eu, lutando contra meu desejo passageiro, lutando contra o arrependimento, em uma clinica sentindo a dor de um laser, tentanto corrigir meus atos e aprendendo com a vida.Quem sabe um dia eu ainda posso ir a praia de biquini, aproveito com a lição para emagrecer também, até lá posso morrer de anorexia quem sabe?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A verdade sobre minha vida. (parte 2 :)

Continuação.... e foi assim por alguns meses, ele me ligava do japão, mandava e-mail de 2 em 2 horas, conversávamos pelo msn, fotos no orkut e tudo, ele sempre dizia que no próximo ano voltaria para ficarmos junto, mas no fundo eu sabia que não queria nada, não era ele quem eu amava.
Um dia fui para a outra cidade, haveria outra festa lá, tipo quermesse, minha mãe todo final de semana me arrastava pra lá, ela ia ver meu vô e não me deixava sozinha em casa, então eu ia.
Toda vez que eu entrava na cidade o coração disparada na esperança de ver o primeiro amor novamente, dele olhar pra mim, mas era raro as vezes que eu o via, normalmente só em festas mesmo ou quando eu tinha a cara de pau de ir na casa dele, mas nunca tinha coragem.Sempre pedia para seus amigos falarem com ele, amigas minhas, pedi ajuda até a mãe dele, e ele nada, sempre muito orgulhoso e nunca dava o braço a torcer, dizia que não dava mais certo,
e eu sempre ali firme e forte.
Hora da festa, sentei em um canto com minha mãe e meu vô, geralmente só ficava com eles, mas nunca fui de ter muitas amizades lá, quando avistei ele, fiquei vermelha, e como sempre, suava.
Disfarcei, vi que ele estava comprando cerveja e fui comprar uma coca, quando uma amiga dele chega e me chama para nós sentarmos na sorveteria, aceitei, ele foi junto, ficamos nós 3 conversando besteiras, e ele meio bebado, falava coisas sem sentido, tinha mudado muito, quando o conheci ele odiava cerveja, era na dele, não gostava muito de festa, estranhei seus comportamentos. Conversamos um pouco e ele me chamou para sentar nos banquinhos da praça, lugar aonde sempre namorávamos, sempre no mesmos dias, nos mesmos banquinhos, me lembro que um dia marquei nossos nomes lá, mas nunca mais voltei para ver se ainda permanece, sempre quando passo por lá me imagino sentada com ele conversando e beijando.
E lá estavamos nós, foi como voltar ao passado, ele deitado em meu colo, dizendo que estava meio ruim, e eu observando, me perguntando o que havia visto nele para mexer tanto comigo, nunca achei essa respostar, sempre tive que ouvir essa pergunta "O que você viu nele" ele não era bonito, não era educado, não era nada, mas eu o amava, e não sabia o porque.
Papo vai, papo vem eis que ele me diz " sabe esses dias estava pensando, que tal voltarmos a namorar?" Fiquei parada, e perguntei " Você está bebado?" ele disse que não, mas queria tentar mais uma vez, disse que eu havia mudado, estava com 17 anos e não tinha mais aquela cabeça, pra mim aquilo foi ótimo, 4 anos esperando por isso, me senti realizada, e começamos novamente, tentei esquecer o dia que ele me machucou, esqueci as lágrimas e a dor. Começamos do 0, bom, quase do 0, a rotina também voltou, lá estava eu, todo santo final de semana dentro do onibus para vê-lo e NADA dele vir.. acabei me acostumando novamente, claro que me sentia mal.. Me lembro de vezes que eu chegava 2 horas da tarde mais tinha que esperar até as 8 para vê-lo pois ele não gostava de namorar a tarde, é, cada um cada um.
Num sabado haveria uma festa a fantasia, decidimos ir, eu de bruxa e ele de mulher, foi ele e um amigo nosso, os 2 de saias de pregas, camisetes, meião, maquiagem, até ele ter a idéia de colocar uma calcinha escrito "OI" atrás, que decpção, mas lá estava eu, de mão dada com ele.
Por a cidade ser bem pequena, bem pequena mesmo, onde todo mundo conheçe todo mundo, todos sabem aonde moram, o que fazem, quem é sua mãe, seu pai e seu cachorro, então quando tinha festa, todo mundo da cidade se reunia na praça, e lá estavamos nós, de mão dadas, bebendo, conversando com amigos. Geralmente chegavamos na festa umas 11:30min, entramos, e nos abraçamos, mas coisa minha, não gosto de ir a uma festa e ter que ficar grudada em namorado, prefiro que ele fique com os amigos, e eu com as amigas, de vez em quando nos encontramos.
Eu fumava, ele odiava, então uma colega me chamou para ir ao banheiro com ela, coisa de mulher, disse para meu namorado que não demoraria, cheguei lá, sentei no vaso, ela de pé, e começamos a fumar... escondidas.
A hora passou, 1 hora depois sai do banheiro, ele estava bufando de raiva, e saiu com um amigo dele, fiquei preocupada, e esperei ele voltar, foi quando ele disse " ué, você sumiu, fiz o mesmo" até eu explicar que estava no banheiro, fumando até aquela hora, ia demorar, foi quando brigamos.. mas nossas brigas eram bem passageiras, reconquistava ele com um beijo.
Outra noite de festa, não me lembro bem quando, era um churrasco da nossa tropa, cidade pequena tem disso, coisas de turminhas uniformizadas com gritos de guerras, era a tropa do rodeio, decidi encontrar ele no churrasco, pois iria com minha mãe.
Nunca fui de dar crises e escandalos de ciumes, confiava nele, e por ser minúscula a cidade sabia de cada passo seu, ele sempre reclamava que não sabia o que eu fazia por aqui afinal, ficavamos 5 dias separados, mas eu não o traia, nem conseguia, pra mim não havia homem melhor do que ele, mas ele sempre desconfiava.
Foi quando estavamos no churrasco, algumas vezes ele não aguentava e ia conversar com seus amigos, e eu ficava conversando com algumas colegas, não tinha papo, mas como ele era um homem que a maioria adorava, elas se aproximavam de mim, chegou uma certa hora e minha mãe foi me buscar, sempre quando eu saia da festa deixava ele curtir o resto sozinho com os amigos dele, mas sempre pedia para ele tomar cuidado, não beber demais, e não ir embora muito tarde, fui embora..
No outro dia, vasculhando orkut's vejo uma foto do churras ele abraçado com 2 colegas com cara de bebado, bateu o cíumes, cheguei a uma delas e disse que não queria ver gracinhas com ele, mas eu confiava nele, eu sabia que não tinha algo, aliás não era confiança, mas qualquer coisa, chegaria em meus ouvidos.
3° mês de namoro, dia de rodeio, dia de festa, muita gente, e a nossa tropa estaria presente, fomos juntos, ficamos na arquibancada com toda a galera, festamos, bebemos, beijamos, no meio da festa, chegou um vendedor de rosas, e insitiu pra ele comprar uma pra mim, ele aceitou, na rosa havia uma frase assim "Não sei se dentro de ti existe um pouco de mim, mas dentro de mim existe muito de você" tenho ela até hoje, era uma rosa de pano, certa hora minha mãe foi me buscar, afinal eu tinha 17 anos, dependia dela, e sou filha unica, a pressão aumenta, disse a minha mãe para me deixar um pouco mais, e ele disse que me levaria a alguns minutos, ela topou.Deu a hora, ele me levou de moto, nunca tinha andado com ele, abracei bem forte, chegando na casa de meu vô, dei-lhe um beijo e pedi para ele voltar ao rodeio e se divertir um pouco mais, tudo bem.
Passado alguns dias, entro em meu orkut e vejo um depoimento dele, meu coração pulou, era um depoimento pedindo o fim do namoro, era mais ou menos assim " Oi, sabe, a gente não dá mais certo, estavamos brigando muito né? mas você sabe que foi minha unica namorada, eu te amei, te amo e sempre vou te amar, mas não dá mais, não dá certo" Meu mundo desabou, chorei na hora, não acreditava, de novo? brigas? brigamos umas 2 vezes eu acho. Mandei outro em seguida, " você está pensando que sou o que? da primeira vez você fez palhaçada, não deveria ter voltado com vc, deveria saber que não ia durar, vc não me ama, nunca me amou, mas eu te amo, por favor não termina" me rebaixando ao extremo né.
Foi quando fui nos seus recados e vi uma menina estranha lá, ela mandou vários, dizendo coisas estranhas, resolvi entrar em sua página, para minha surpresa maior, tinha um depoimento dizendo "NOOOOSSA você é linda, quero muito ficar com vc, beijar sua boca, tem como a gente se ver? " Minha pressão caiu, era um depoimento dele, não sabia se chorava, se sentia ódio, se gritava, o mundo caiu.
Imprimi o depoimento e fui para a sua cidade, ele nem me olhou quando me viu, foi quando soube que ele estava na casa de um amigo nosso, fui lá, com a impressão na bolsa, puxei ele em um canto e perguntei, " não tem nada pra me dizer? " ele " não, o que eu queria ja disse por depoimento" eu retruquei, " Abra a boca" ele abrindo joguei os papeis na boca dele e disse, "Tem certeza?" e sai.
Me tranquei no quarto de meu amigo e chorei, chorei muito, soluçava, vim embora para casa, deitava e chorava, o homem que mais amei me magoou, me sentia traida, suja, tinha ódio de mim mesma.. continua ;)

sábado, 3 de janeiro de 2009

A verdade sobre minha vida.

Tudo começou aos 13 anos, sábado, em um festa eis que observo um garoto, ele tinha uns 17, olhava meio de lado, pois ainda tinha medo que minha mãe falasse algo, brigasse, etc.. claro que ela não era boba, e logo percebeu, mas fingiu que não viu. Após muito observar, perguntei a uma colega quem era o tal garoto, ela disse que era o irmão de uma menina com quem eu ja havia estudado, e perguntou se eu queria conhecer-lo, topei, mas disse para avisar-lhe para me esperar lá fora, pois tinha que despistar minha mãe.. Passado alguns minutos sai e vi o tal garoto me olhando, e esperando eu me aproximar, dei-lhe um beijo no rosto e começamos a conversar, aquelas coisas de " qual seu nome, aonde mora, qual sua idade..." até que surge o beijo, eu tremia, por achar ele lindo, e por medo de minha mãe aparecer, foi mais ou menos coisa rápida.
No domingo acordei pensando nele, se veria ele de novo, ou se tudo acabou naquele momento, saí dei uma volta na cidade, mas não o vi. Passado 1 semana teria rodeio na cidade, 4 dias de festas e tudo, pensei que lá teria chances de vê-lo de novo.
Sexta feira, dia de abertura, festa e tudo mais, sentei na arquibancada mas não consegui esperar muito, pedi para um amigo ir chama-lo na casa dele, o amigo disse que ele estava na escola e quando saísse iria pra lá, e lá vai eu sentar e esperar.
Passado algumas horas, lá estava o garoto, lindo aos meus olhos, cheiroso e tudo mais, quando me viu veio em minha direção, eu tremi, comprimentou minha mãe, meu avô e sentou do meu lado, pra mim aquilo era mágico, afinal, jamais tinha apresentado nenhum garoto pra minha mãe, conversamos por algum tempo, e ele me chamou para descer da arquibancada, aceitei, e ficamos perto de uma barraca, até que começa a chover, fiquei pensando em abraça-lo até que tive a idéia de falar que estava com frio, haha e foi ai que ELE me abraçou, quando me dei por si, estávamos abraçados no meio de uma multidão tentando se protejer da chuva, foi quando nos beijamos.
E por aí foi, na outra semana voltei a cidade, e ficamos novamente, quando me dei por si, vi que tava ficando sério, após 1 mês ja nos considerávamos namorados, apesar de ninguém ter pedido nada, mas etavamos juntos.
Me lembro que depois de alguns meses, tivemos uma pequena briga, eu estava chateada e começei a chorar, mas não me lembro o porque, ele perguntava o que eu tinha, e eu respondia que não era nada, foi quando ele disse "eu sou seu namorado, me conta" nunca mais me esqueci dessa frase. Eu era sua primeira namorada e ele meu primeiro namorado e amor.
Todo final de semana saía de minha cidade, pegava ônibus, ia a 14 km para vê-lo mas quando pedia para ele vir, não vinha, sempre tinha uma desculpa em mente.Não conseguia reclamar, meu amor por ele era demais, porisso aceitava o sacríficio de pegar estrada todo santo sábado e domingo para ficar ao seu lado.E assim foi por 6 meses, primeiro namorado, primeiro amor, estava bem até.
Chegando final de ano, tinha que ir ver meu pai em São Paulo, todo final de ano era lei vê-lo, pois só tinha a oportunidade de ficar com ele assim.. 1 semana antes da viagem conversei com meu namorado, disse que ficaria 2 semanas lá mas iria dar um jeito de ligar e matar a saudade, ele sempre foi meio frio em questão de sentimento, mas não me importava, apesar de sempre rezar para ele demonstrar algum sentimento, ele disse que achava que iria para a mesma cidade, visitar seus parentes, mas não tinha certeza, até ai tudo bem.
Chegando o dia fui viajar, nem me despedi, afinal, no final de semana estaria lá novamente, chegando na casa de meu pai ele disse que iriamos para uma cidadezinha passar os dias lá e que teria que ficar 2 semanas, topei, afinal, estava morrendo de saudades dele e de minha irmã.
Tudo bem, estava lá fazia 4 ou 5 dias, no meio do nada, só via mato, terra e boi, haha é sério, até que achei um orelhão, emprestei um cartão e liguei para a casa de meu namorado... na esperança de matar a saudade... sua irmã quem atendeu e se surprendeu ao ouvir minha voz, ja fui logo perguntando sobre ele, então ela me respondeu " você não está sabendo?" assustada perguntei sobre o que, ela disse " ele foi embora para São Paulo faz 1 semana já" , mas como? se ele disse que não sabia se ia, ele vai voltar quando? ela disse" eele foi para morar, não voltará tão cedo" acalmei a voz, agradeci, e me despedi, na esperança que ela disesse que estava brincando, mas não estava, desliguei o telefone, olhei para minha madrastra e fui para a casa de meu pai.No caminho milhares de coisas vieram em minha cabeça, "como assim foi embora?" "porque não me avisou?" "Porque não terminou comigo?" ... tentei esquecer e passado alguns dias voltei para casa, logo chegando perguntei a minha mãe se ele não tinha ligado, deixado algum recado nem nada? ela disse que não.
Foi ai que fui para a cidade dele, cheguei em sua casa e sua irmã repetiu tudo, que ele não iria voltar, ela pensou que ele estivesse me avisado sobre sua partida, mas não.
Pra mim tudo desmoronou, poxa logo no primeiro amor tinha que acontecer isso? Então peguei o telefone de onde ele estava, liguei e perguntei o por que disso, ele simplesmete me disse "mas eu te aviseei" resolvi não descutir, nada do que eu falasse iria traze-lo de volta.Após chorar muito, resolvi tentar seguir em frente, afinal, estava com 14 anos, o mundo não tinha acabado, passado alguns meses, encontrei um garoto, se não me engano ele tinha 19 anos, e lá vai eu namorar novamente, ele era bonito, me amava, tentava de tudo para me fazer feliz, o conheci por acaso, mas ele tinha um grande defeito, era ciumento demais, então começei a trabalhar, ele não trabalhava, porisso me levava e me buscava todo dia, tanto na escola como no trabalho, não desgrudava, um dia contei-lhe sobre meu ex e o que eu havia passado, foi ai que o ciumes aumentou, não podia ir mais para meu avô pois eles moravam na mesma cidade, não podia conversar com nenhum homem, enfim, perdi minha vida, mas eu gostava dele, então no momento nem me dei conta. Um certo dia, ele me disse que no começo do ano precisaria ir embora para o Japão, foi ai que ele numa brincadeira disse que queria que eu fosse, e que casassemos, bem, eu com 14 anos, cabeça fraca, fui levando na brincadeira, cheguei em minha mãe e disse "Mãe vou me casar e ir embora pro japão", não sei, não tinha nem notado a besteira que eu tava falando, muito menos aonde eu estava entrando, foi quando ela rebateu " tá, vamos fazer o noivado no seu aniversário", até aí tudo bem, o conto de fadas estava em minha cabeça, tudo era simples, fácil e belo, chegando meu aniversário, minha mãe disse que a noite seria a festa, eu já estava meio confusa com tudo aquilo, me arrumei e fui para a festa, chegando lá estava minha família inteira, meu pai e minha irmã no qual não havia faz tempo, meu pai sempre muito sério e pensativo, nunca demonstrou muito sentimento sabe, tipo homem frio, tudo bem, todo mundo lá, aquela alegria, hora dos parabéns.
Fiquei de frente com todos, minha mãe pega o microfone e começa a falar chorando algo mais ou menos assim " Filha, há 15 anos atrás você nasceu, hoje é o dia de num sei o que se desprender e eu te deixar ir... " é foi por aí.
Naquele momento olhei para ela, ela chorava e falava ao mesmo tempo, algumas pessoas também começaram a chorar com seu discurso, olhei para meu pai e lá estava ele com uma cara de decpcionado, terminando os parabéns alguém grita " CADÊ A ALINÇA?" me senti podre, assustada, justo naquele momento que vai cair a ficha, me senti perdida, todos me olhando sorridentes, esperando eu colocar uma aliança dourada, e cantando com quem será?
Meu Deus, foi horrível, meu coração pulava, me deu vontade de correr mas encondia a dor atrás de um sorriso convincente, as pessoas me abraçando e me dando parabéns e boa sorte, eu tremia e suava frio, mas sorrindo por fora, foi quando meu pai me abraçou, deu vontade de não solta-lo mais, queria gritar e pedir para ele me salvar de tudo aquilo, mas não podia, vi em seu olhar o desgosto, o medo, e a angustia por saber que perderia sua filha que acabava de fazer 15 anos, nunca me senti tão mal em toda a minha vida, segurei tudo por dentro, no meu rosto tudo estava bem, mas por dentro queria morrer, daria de tudo para sumir dali.
O inferno começa, ele se achando no papel de meu noivo virou um monstro, não podia fazer nada, apenas ficar grudado em seu lado, eu sentava em minha cama e chorava todas as noites pensando em como poderia ser meu tão esperado aniversário de 15 anos, Meu Deus por que eu? por que eu fiz isso? o que acontece com meu conto de fadas? não aguentei muito tempo e terminei a palhaçada.A partir daquele momento, o mundo mudou, começei a ver o mundo de verdade, não com os olhos de uma menina mais.
Passado uma semana tive a notícia que iria ter que me mudar de cidade, pois meu padrasto tinha sido tranferido, avisei ao meu ex noivo, ele estava fazendo de tudo, ia em casa, mandava flores e presentes, e eu nada, tinha saido daquele mundo e decidi viver, ele que fosse sozinho para o Japão.
Faltava apenas 3 dias para eu me mudar, e não tinha o visto ainda, chegando o dia fui embora, saindo da cidade vi ele atravessando a rua, mas ele não me viu, foi sua ultima imagem, eu sabia que seria a ultima vez, ao olhar me deu um aperto no coração, eu ainda não sabia o que queria, mas uma coisa era certa, nunca abandonaria minha mãe.
Cheguei na nova cidade querendo morrer, afinal, morei aqui há 11 anos e agora estou em um lugar que nunca ouvi falar, foi quando o celular toca, era ele, com uma voz triste, dizendo que me amava e que estava indo embora, mais uma vez meu coração apertou mas fiquei forte e disse que nunca mais queria vê-lo.
Tudo bem, conheci pessoas, fiz amizades, tive uma vida normal, passado 1 ano voltei a velha cidade, estava feliz, tentei reencontrar alguns amigos, mas me lembrei que os tinha perdido.
Foi quando fui vêr meu avô e quem encontro? meu primeiro amor, tinha voltado também, o coração pulou, afinal, ainda amava ele, e sentia calafrios quando o via. Teria uma festa no final de semana e decidi ir, quando ele me chega, conversamos um pouco até que decidimos ficar, e lá vai eu de novo, o amor que estava guardado e machucado lá no fundo voltou a tona, tentei conversar mas ele sempre mudava de assunto. Ficamos e vi que ele não queria nada mesmo, decidi seguir a vida mais uma vez, foi quando arrumei outro namorado, uma pessoa alta, legal, que me entenderia, e que estaria do meu lado sempre, eu fui a sua segunda namorada, mas a primeira diz ele que não gostava, então começamos a namorar, como sempre contei a ele sobre o primeiro amor, e eu disse que ainda amava ele, porisso eu era tão fria, mas ele continuou me amando, queria conquistar meu amor e me fazer esquecer o outro garoto, eu ja estava com 16 anos, ja estava na hora de esquecer, namoro vai namoro vem, um dai brigamos e fui para a cidade vizinha, chegando lá, fiquei com o outro, mas me senti mal, afinal quem me amava estava esperando por mim para conversar, foi quando voltei e disse que havia beijado o outro, ele se sentiu triste, dava pra ver em seu rosto a decpção, mas me desculpou, afinal havíamos brigado. E foi assim por 1 ano, até que eu não estava aguentando mais, era muito amor sabe, ele era sussegado, na dele, mas era muito brincalhão, gosto de pessoas mais quietas e de poucas palavras, passamos natal e ano novo juntos na praia, mas eu não estava me sentindo muito bem, então qualquer coisa era motivo para eu me incomodar e brigar, foi quando terminei.
Ele também ficou muito triste, tentava me reconquistar de todas as maneiras, mas eu estava decidida a ficar um tempo sozinha.
Até que começa esse negócio de orkut e msn, e lá vai eu entrar nesse mundo, um dia normal entrei no meu msn e quem havia me add? meu ex noivo, fiquei feliz, tentei lembrar os momentos bons e o agradeci por ele ter feito eu crescer tanto, ele dizendo que queria voltar e terminar o que começamos, sempre com juras de amor, com fotos minhas em sua casa, me mandando e-mails todo dia dizendo o quanto me amava, eu estave bem, mas não estava levando a sério isso.. mas estava bem. Continua... :P

O tal do "Ano Novo"

Véspera de ano novo e eu bebendo em uma praça de uma cidade pequena, olhando ao meu redor vejo gente feliz, sorridente, enchendo a cara, a espera do "Feliz Ano Novo". Alguns dançando sertanejo, outros sentados, mas toodos felizes, sei lá, ao observar vejo que esse é o momento onde todos tentam esquecer os problemas, as dívidas, as mágoas, as tristezas, esquecem da vida e tentam apenas focar alguma felicidade, algum motivo que os façam rir em um momento que julgam especiais.
Todo dia 31 pra mim é como qualquer dia comum, daqui 1 semana terei que trabalhar do mesmo jeito, ganhar o mesmo salário, os mesmos problemas, as mesmas preocupações, etc.. Isso é o Ano Novo? Pra mim não!
Por que não fazer a festa em qualquer outro dia? Soltar fogos, brindar, comemorar por ainda estar vivo, por ainda se fuder como todos os anos, em vez de ter a esperança apenas um dia que o próximo ano tudo vai ser melhor.
Dia 1° todos em suas casas com ressacas, dormindo, vomitando, assistindo tv, ou fazendo um churrasco, alguns ja meio desanimados com o tal 1° janeiro, daqui 1 mês todos estarão pedindo pra morrer novamente. haha~
Alguns fazem uma lista do que querem realizar nesse ano, eu nem perco tempo com isso, sei que não cumprirei nem a metade, não gosto de planejar meu futuro, porque se algo não acontece como o esperado ja desanimo, ai pronto, pra seguir o resto parece impossível... mas isso não impede que eu tenha sonhos, ai já é diferente, no meu sonho também me fodo no futuro, não sonho apenas com sucesso, grana, e coisas, por incrivel que pareça eu trabalho muuuito nos meus sonhos. :)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Começo de um mundinho ;)

Alguém ainda vai me perguntar "Por que ter um blog Kitty?". Essa madrugada após teclar com um amigo, ele me mostrou o seu blog, a primeira vista, achei que ia ser mais umas bobagens que adolescentes costumam escrever em seus blogs, lendo seus textos fiquei meio que abismada de saber que um garoto de 16 anos não é apenas mais um pervertidinho afim de sexo, bebidas e baladas e que ainda existe pessoas que pensam.Após ler me identifiquei com suas histórias, algumas se parecem com meus sonhos, com meus pensamentos. Não, não é inveja, apenas quero escrever também o que penso, minhas histórias, meu mundo.
Afinal, se todos fizessem o mesmo em vez de mandar recadinhos por orkut falando aquela milhares de besteira e escrevessem suas idéias, seria, não digo melhor, mas mais engraçado, haha.

Bom, nada como começar um hoje, ultimo dia do ano, dia que se faz um back up do ano inteiro.Engraçado, ainda me lembro como eu reclamava sentada na cadeira da escola, reclamava do ano que parecia que não acabava, nunca pensei que diria a famosa frase " nossa esse ano passou rápido né?". Hoje não consigo tirar essa frase da cabeça. Meu Deus, parece que faz pouco tempo que o ano anterior acabou, não fico mais feliz por ser final de ano, tudo mudou, não tenho mais aquela coisa dentro de mim falando que é férias, não tenho mais aquele friozinho na barriga por logo voltar as áulas, não tenho mais entusiasmo em ver o Papai Noel alegrando a avenida, não tenho mais ânimo para sair a noite, o que aconteceu com meu final de ano? É a vida é foda demais para eu entender.